
Em nova rodada de levantamento divulgada em 13 de novembro de 2025, a pesquisa eleitoral da Quaest/Genial revela um aumento expressivo da rejeição a Lula entre o eleitorado considerado “independente”, grupo visto como decisivo na disputa eleitoral. No conjunto geral da população, o petista segue com rejeição superior a 50%.
Segundo o estudo, 53% dos entrevistados declararam que não votariam em Lula de jeito nenhum. A novidade está no recorte dos chamados “eleitores independentes”. Nesse segmento, a rejeição a Lula saltou de 54% em outubro para 64% em novembro, um aumento de dez pontos percentuais, o que, em política, é uma catástrofe.
Além dos dados sobre rejeição, a pesquisa de novembro de 2025 traz outras informações relevantes: o segmento de “independentes” também demonstra piora na avaliação ao governo: a aprovação caiu e a desaprovação subiu nesse grupo. Entre independentes, a aprovação caiu de 46% para 43%, e a desaprovação subiu de 48% para 52%.
O que se sabe sobre eles
No contexto das pesquisas da Quaest e de outros institutos, o termo “eleitores independentes” se refere a pessoas que não se identificam de forma clara ou fixa com os polos políticos tradicionais, ou alinhados a partidos ideológicos fortes.

Muitas vezes incluem “indecisos” ou aqueles que dizem não ter preferências firmes, um grupo que tende a ser mais volátil e suscetível a variações conforme o contexto político, econômico ou social.
Podem representar uma fatia considerável e determinante do eleitorado, especialmente em eleições polarizadas, pois seu voto não está estabilizado e pode pender para diferentes candidatos conforme os eventos.
Análises políticas costumam considerar que a forma como esse grupo se comporta pode definir os rumos de uma disputa eleitoral.
Alternativo
A rejeição alta e crescente a Lula entre os eleitores independentes representa um alerta para o núcleo do petista; um movimento que, se mantido ou ampliado, pode comprometer a vitalidade de sua base eleitoral e reduzir sua já combalida possibilidade nas urnas.
A queda na avaliação de governo e no apoio dos indecisos pode indicar que a popularidade de Lula está mais frágil do que parecia, o que deverá influenciar decisões eleitorais, alianças e estratégias de campanha no próximo pleito.
Se esse movimento se consolidar, as próximas pesquisas e o comportamento das campanhas terão de lidar com um eleitorado menos polarizado, mais crítico e mais volátil, o que tende a transformar a disputa presidencial num terreno menos previsível.


