O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,62% em maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando comparado a maio de 2025 e ao acumulado até este mês no ano anterior, o índice apresentou alta. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,02% e, em 12 meses, de 4,64%, acima dos 4,37% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, o IPCA-15 alcançou 0,36%.
Esta é a inflação oficial anunciada pelo governo, não necessariamente, a que o cidadão brasileiro enfrenta no dia a dia. Segundo o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, destaca-se alimentação e bebidas, com a maior variação (1,38%). Em seguida, habitação (1,03%) e saúde e cuidados pessoais (1,05%) tiveram as maiores influências no resultado geral.
As demais variações ficaram entre -0,33%, em transportes, e 0,50%, em Despesas pessoais. A divulgação mostrou que no grupo transportes, o gás veicular teve alta de 2,12% e passagem aérea aumentou 3,25%.
Alimentação

No grupo alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,38%, a alimentação no domicílio subiu 1,73% em maio. Destacaram-se as altas da batata-inglesa (26,29%), do tomate (12,97%), do leite longa vida (6,07%) e das carnes (1,98%).
A alimentação fora do domicílio subiu por conta das variações da refeição e do lanche (0,37%) que, nesse mesmo mês, subiram 0,65% e 0,87%, respectivamente. No grupo habitação, com alta de 1,03%, destaca-se energia elétrica residencial, com acréscimo de 2,16%, como principal impacto individual no índice.
Saúde
Em saúde e cuidados pessoais (1,05%), o resultado foi influenciado pelos produtos de higiene pessoal (1,60%), pelos produtos farmacêuticos (1,25%) e pelo plano de saúde (0,5%). Segundo o IBGE, pesou na categoria a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, desde 1° de abril.
Os preços foram todos coletados de 16 de abril a 15 de maio e comparados com aqueles vigentes de 18 de março a 15 de abril de 2026.
O indicador se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.



