
Nas eleições de abril de 2026, a Hungria elegeu um parlamento integralmente composto por partidos de direita e centro-direita, resultando na ausência total de representação da esquerda no poder legislativo. Os partidos de esquerda receberam cerca de 2% dos votos, não atingindo o quórum necessário para ocupar assentos no Parlamento.
O partido de Viktor Orbán (Fidesz), ícone da direita global, conquistou 55 cadeiras, enquanto o Mi Hazánk (também de direita) obteve sete.
O partido de oposição Tisza, liderado por Péter Magyar e classificado como conservador e de centro-direita, venceu o pleito com maioria constitucional de dois terços, garantindo 138 das 199 cadeiras.
Tecnicamente, o parlamento será 100% de direita e centro-direita em sua composição partidária atual, com a nova maioria conservadora de Magyar e a antiga base de Orbán.
Adeus ao socialismo
Os húngaros vivenciaram, por décadas, o flagelo do socialismo. A Hungria foi um estado socialista, mas não integrou a União Soviética (URSS). Ela era um país independente que funcionava como um estado satélite sob forte influência de Moscou.
O país foi governado sob um sistema comunista de 1949 a 1989, sob o nome de República Popular da Hungria. Ela fazia parte do Pacto de Varsóvia e do bloco de influência soviética no Leste Europeu, mas mantinha sua soberania formal como país.

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS era uma federação de 15 repúblicas (como Rússia, Ucrânia e Geórgia). A Hungria, assim como a Polônia e a Tchecoslováquia, nunca foi uma dessas repúblicas; era uma nação aliada e subordinada politicamente, mas separada da união.
O domínio soviético não foi aceito sem conflitos. Em 1956, ocorreu a Revolução Húngara, um levante popular contra as políticas impostas por Moscou. A revolta foi violentamente reprimida por tanques soviéticos que invadiram Budapeste, capital do país.
O regime socialista atrelado ao controle de Moscou terminou em 1989, quando a Hungria iniciou uma transição pacífica para a democracia e a economia de mercado, recuperando sua total independência política.


