
As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2026 – a expansão da economia e o índice de inflação – ficaram estagnados na edição desta segunda-feira (2) do Boletim Focus. A pesquisa com instituições financeiras é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).
A estimativa para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em pífio 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em insignificante 1,8%.
Sustentada pela resistência da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025 a economia brasileira cresceu 0,1%, ou seja, nada. Apenas manteve o patamar existente. Mas para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é “estabilidade”, apesar de ser, na realidade, estagnação. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para esta terça-feira (3).
Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – permaneceu em 3,91% para este ano. A estimativa para a variação de preços em 2026 se mantém fora da meta que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%.
Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fez a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o IBGE, o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano.


