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terça-feira, janeiro 20, 2026

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Soberania é poder econômico e tecnologia

Ray Cunha

Logo depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifa de 50% para produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto, o presidente brasileiro, Lula da Silva, miou, advertindo Trump de que ele deveria respeitar a soberania brasileira e que usaria de reciprocidade.

Em carta de datada de 9 de julho, Trump explica a Lula seus motivos (assunto já fartamente comentado na mídia – com seu tradicional desvirtuamento do fato e viés ideológico – e nas redes sociais).

Lula não entende nada de diplomacia, bem menos de geopolítica, ou qualquer outra coisa. Joga para a manada. Assim, ganiu que o Brasil é soberano e advertiu Trump a não se meter com o Brasil. Isso logo depois que foi à Argentina exigir a soltura da ex-presidente Cristina Kirchner, presa por corrupção.

Algumas nações são, realmente, soberanas, principalmente as democracias ricas e que contam com a bomba atômica e meios para jogá-la sobre o inimigo. Não é o caso do Brasil.

Em 1808, com a abertura dos portos brasileiros e a transferência da corte portuguesa para o Brasil, as relações comerciais Brasil-Estados Unidos deram um salto. Em 1822, com a independência do Brasil, começou uma intensa relação diplomática entre os dois países, e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) fortaleceu os laços militares e econômicos entre as duas nações. Durante a Guerra Fria, os laços entre Brasil e Estados Unidos se ampliaram ainda mais, por meio de cooperação técnica e militar.

Durante a década de 1970, quando o Brasil experimentou forte desenvolvimento econômico, a dependência de tecnologia e investimentos americanos foi bastante ampliada. Hoje, há um sólido comércio, investimentos e parcerias entre os países, especialmente nas áreas de tecnologia, ciência e defesa.

Lula acredita que o Brasil não depende dos Estados Unidos para nada. Não é verdade. Exemplo: o GPS (Global Positioning Satellite), que os brasileiros usam diariamente para se locomoverem, é uma tecnologia de posicionamento, navegação e geolocalização desenvolvida pelos militares americanos e que está sob o controle da Força Aérea dos Estados Unidos. O GPS é utilíssimo, sincroniza os semáforos das cidades brasileiras e é utilizado na exploração de petróleo, na mineração, na agricultura, nos bancos etc.

Ora, se Lula quer se aliar à China, Irã, Rússia, Cuba, Venezuela e outras ditaduras, todas querendo ver os Estados Unidos no buraco, precisa, antes de tudo, tornar o Brasil realmente soberano. Basta cortar o GPS para a economia brasileira parar.

O mesmo acontece com as Forças Armadas brasileiras, que contam com tecnologia americana. Uma guinada radical para os braços da China não pode acontecer da noite para o dia, e os militares sabem disso.

Temos o Centro Espacial de Alcântara (CEA), inaugurado em 1983. Localizado no paralelo 2º18′ sul da linha do Equador, fica em um ponto privilegiado para lançamento de foguetes, por ser uma latitude na qual a velocidade de rotação da Terra é maior, o que leva a uma economia de 30% de combustível no lançamento de foguetes. Pois bem, o programa espacial brasileiro depende dos Estados Unidos, com quem temos um acordo de cooperação.

Há muita coisa a ser feita no Brasil, principalmente investimentos na área educacional, de pesquisa e de tecnologia, mas o que se vê é dinheiro sendo distribuído a rodo para artistas e jornalistas sabujos do sistema e viagens internacionais de Lula e sua esposa, Janja da Silva, assalto até aos aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e chefões do narcotráfico liberados pela porta da frente.

Soberania é isso?

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