
A indústria brasileira amarga dez meses seguidos de pessimismo, é o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta segunda-feira (13) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Neste mês, o indicador ficou em 47,2 pontos.

Com o resultado, o índice permanece abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança. Desde janeiro, o indicador está abaixo desse patamar.
Em nota, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, ressaltou que ainda é cedo para falar em reversão do quadro.
“O final do ano costuma ser mais favorável para a indústria e isso costuma se refletir nas expectativas. É possível que o Icei melhore, mas não que essa falta de confiança que vem desde o início do ano se reverta”, afirmou.
Componentes

O Índice de Condições Atuais subiu de 41,9 pontos para 43,2 pontos. O aumento reflete uma percepção insipidamente menos negativa dos empresários em relação à situação das empresas e da economia brasileira. O indicador segue bem abaixo dos 50 pontos, o que revela que, para a maioria dos industriais, as condições atuais ainda são piores do que há seis meses.
O Índice de Expectativas, que mede as perspectivas para os próximos seis meses, atingiu 49,1 pontos. O dado mostra que as expectativas continuam negativas.
Pesquisa mensal conduzida pela CNI, o Icei avalia a confiança de empresários da indústria brasileira. O levantamento ouviu 1.164 empresas industriais em todo o país de 1º a 7 de outubro, sendo 458 de pequeno porte, 444 de médio porte e 262 de grandes indústrias.


