Pelo quarto mês seguido, a atividade econômica brasileira se mantém estagnada, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu pífios 0,2% em abril em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano, um dos mais elevados da história. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.
A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito. Taxas mais altas podem dificultar a expansão da economia.
Inflação
Em maio, a inflação oficial fechou em 0,26%, puxada, principalmente, pelo grupo da habitação, seguido da alta na energia elétrica residencial. Em abril, IPCA marcou 0,46%.
No acumulado em 12 meses, o índice divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) soma 5,32%.
A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia, os gastos públicos descontrolados, fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em meio ponto percentual na última reunião, em maio, no sexto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.
Em comunicado, o Copom afirmou que o clima de incerteza permanece alto e exigirá prudência da autoridade monetária, tanto em eventuais aumentos futuros como no período em que a Selic deve ficar em 14,75% ao ano.


