
Prepare o bolso, as projeções atuais indicam que a conta de luz deve subir acima da inflação este ano. Enquanto o mercado financeiro, por meio do Relatório Focus do Banco Central, projeta uma inflação (IPCA) de 3,91% para 2026, as estimativas para o reajuste da energia elétrica são significativamente maiores.
Consultorias e bancos preveem altas de 5,5% a 8%, podendo chegar a 12% em cenários mais pessimistas. O reajuste pode atingir o dobro ou até o triplo da inflação estimada para o ano.
Três fatores principais explicam essa pressão sobre as tarifas. O custo da Conta de Desenvolvimento Energético, que financia subsídios no setor, continua crescendo e é rateado entre todos os consumidores.
O clima e escassez hídrica também pesam. Reservatórios abaixo da média e o risco de secas (transição climática) obrigam o uso de usinas termelétricas, que são mais caras.

O alto volume de perdas não técnicas (como furtos de energia) também infla o valor final repassado às faturas.
Em 2025, a tendência já foi de alta, com a tarifa residencial acumulando um aumento de 11,95%, superando a inflação oficial do período, que fechou em 4,26%.
Para minimizar o peso da conta de luz no orçamento doméstico, o cidadão brasileiro precisa adotar mudanças no consumo, como banhos mais curtos, ou frios, e apagar as luzes desnecessárias. A utilização de ar-condicionado e eletrodomésticos também podem onerar a conta.


