
Não, o pobre não vai voltar a viajar de avião, nem vai comer picanha com a gordurinha passada na farinha. Talvez, coma farinha… Os itens Transporte e Alimentação pesaram na prévia da inflação oficial de novembro, que ficou em 0,20%, resultado que faz o acumulado de 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingir 4,5%. Essa é a “inflação oficial”, não necessariamente a que o cidadão brasileiro encara diariamente ao tentar pôr comida na mesa.
Os dados foram divulgados na quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A meta do governo é de 3% ao ano.
Em outubro, o IPCA-15 havia sido de 0,18%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta na passagem de outubro para novembro:
- Alimentação e bebidas: 0,09%
- Habitação: 0,09%
- Vestuário: 0,19%
- Transportes: 0,22%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,29%
- Despesas pessoais: 0,85%
- Educação: 0,05%

A alta do grupo despesas pessoais representou o maior impacto no IPCA-15, com 0,09 ponto percentual. Dentro do grupamento, as maiores pressões foram exercidas pela hospedagem (4,18%) e pacote turístico (3,90%).
No grupo dos transportes, a principal influência para aumento dos preços ficou com as passagens aéreas, que subiram 11,87%. De todos os 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o bilhete de avião foi o subitem que mais forçou para cima o IPCA-15.
A alta do grupo alimentação e bebidas interrompe certa estabilidade que ocorria há cinco meses. Os principais impactos para esse resultado de alta no preço da alimentação foram:
- batata inglesa: 11,47%
- óleo de soja: 4,29%
- carnes: 0,68%


