23.4 C
Brasília
segunda-feira, abril 20, 2026

ANUNCIE

Povo quer facções tratadas como grupos terroristas

Você sabia que quase 30% dos empregados das empresas são analfabetos funcionais, incapazes de entender instruções escritas ou escrevê-las? CLIQUE NO LIVRO E SAIBA MAIS

Dizem por aí que em uma democracia prevalece a vontade da maioria, mas no Brasil este conceito é mais uma aspiração do que realidade concreta. Apesar de um governo que hesita, ou resiste, a reconhecer certas facções criminosas como grupos terroristas, a população pensa diferente. Bem diferente. Segundo pesquisa realizada pelo instituto Quaest Pesquisa e Inteligência, em parceria com Genial Investimentos, 73 % dos brasileiros entendem que essas organizações devem ser tratadas como grupos terroristas.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas, com 16 anos ou mais, de 6 a 9 de novembro de 2025, em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança de 95 %.

Apenas 20 % dos entrevistados discordaram da ideia de classificar essas facções como terroristas e 7 % disseram não saber ou não responderam.

A mesma pesquisa aponta que 86 % dos entrevistados concordam com a afirmação de que “a polícia prende os bandidos, mas a justiça os solta porque a legislação é fraca”.

O cenário político-legislativo desenha fissuras evidentes. O debate sobre o projeto apelidado de PL Antifacção (ou Marco do Combate ao Crime Organizado) está em curso na Câmara dos Deputados, relatado por Guilherme Derrite (PP-SP). O texto original previa aumentar penas de três a oito anos para cinco a dez anos e criar a figura de “organização criminosa qualificada” com pena de até 15 anos em caso de domínio territorial por meio de violência, coação ou ameaça.

Resistência

No Brasil, entre três pessoas, uma é analfabeta funcional. Você sabia que o QI do brasileiro está abaixo da média mundial? CLIQUE NO LIVRO E SAIBA MAIS

No governo federal há resistência à equiparação das facções criminosas a grupos terroristas. O ministro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, chegou a afirmar que a medida representa “grave risco à soberania nacional”, como se a atuação das facções e o domínio de vasta área do território nacional por elas não fosse ameaça à soberania.

Há um claro desalinhamento entre o desejo de parte expressiva da sociedade e a postura oficial do governo. Enquanto 73 % querem que as facções sejam tratadas como terroristas, o Executivo ainda se mostra avesso a esse enquadramento.

Esse descompasso revela tensões profundas: entre o que a maioria pensa, o que o governo admite e o que o legislativo consegue aprovar. Em um país em que a estrutura de segurança pública convive com fragilidades, corrupção e sensação de impunidade, a imprensa relata que a população quer maior rigor, e não apenas declarações simbólicas.

Se a democracia, em tese, deve traduzir a vontade popular em política pública, no caso concreto do enquadramento de facções criminosas essa correspondência ainda é “relativa”. Resta ver se o Legislativo e o Executivo conseguirão acompanhar essa demanda, ou se a maioria continuará a assistir à vontade popular simplesmente anotada, sem tradução efetiva em mudança institucional.

relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique conectado

667FãsCurtir
756SeguidoresSeguir
338SeguidoresSeguir
- Publicidade -spot_img

Últimos artigos