
Á beira da “falência”, os Correios aprovaram um plano de reestruturação que prevê um novo programa de demissão voluntária, o fechamento de mil agências e a venda de imóveis da estatal que podem render R$ 1,5 bilhão.
O plano prevê, até o fim de novembro, um empréstimo de até R$ 20 bilhões, parar reduzir o rombo em suas contas, e tentat retomar o equilíbrio financeiro no ano que vem.
As ações planejadas para garantir, segundo a empresa, “continuidade, eficiência e qualidade” dos serviços postais foram aprovadas na quarta-feira (19). Segundo os Correios, o plano foi elaborado após análises da situação financeira e do atual modelo de negócio para retomar o equilíbrio financeiro em um prazo de 12 meses.
Medidas
- Programa de Demissão Voluntária;
- Redução dos custos com plano de saúde dos empregados;
- Modernização e readequação do modelo operacional e infraestrutura tecnológica;
- Fechamento de até mil agências;
- Venda de imóveis para gerar receitas, estimativa de R$ 1,5 bilhão.

A expectativa é de que, adotadas tais medidas, o déficit seja reduzido ao longo do ano que vem.
Pacote
Após fechar o ano de 2024 no vermelho, com o prejuízo total de R$ 2,6 bilhões, a empresa anunciou, em maio deste ano, um pacote de medidas que incluiu outro programa de demissão voluntária (PDV); redução de jornada de trabalho para seis horas diárias em unidades administrativas; suspensão temporária das férias de 2025 e a decretação do fim do trabalho remoto.
A última edição do PDV do Correios teve a adesão de aproximadamente 3,5 mil empregados, o que gerou uma economia anual de cerca de R$ 750 milhões.


