O mercado financeiro elevou a expectativa para a inflação e reduziu a estimativa de crescimento da economia em 2026. Os dados constam do boletim Focus, divulgado na segunda-feira (28) pelo Banco Central. 
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,92% para 4,99%.
As estimativas inflacionárias ocorrem após a divulgação, na sexta-feira (25), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial. O indicador ficou em 0,7% em setembro.
Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses subiu para 4,47%. Esta é a inlação “oficial”, a divulgada pelo governo, não necessariamente a que o cidadão enfrenta no dia a dia.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta foi impulsionada principalmente pelo fim do desconto do bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica.
PIB
A previsão para o crescimento da economia caiu pela terceira semana consecutiva. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,88% para 1,86% em 2026. Há quatro semanas, as expectativas, segundo o Focus, era de que a economia do país cresceria 1,92%.
A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) permanece estável. O mercado projeta a taxa em 13,5% ao ano no fim de 2026.
A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a Selic é elevada, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo.
Vale lembrar que os bancos consideram também outros fatores, na hora de definir os juros cobrados dos consumidores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.


