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domingo, outubro 25, 2026

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Alimentos ficaram até 61% mais caros em quatro anos

Baseado em um levantamento do Instituto Mises Brasil (com base em dados do Procon-SP e do Dieese), o preço dos alimentos e de outros produtos básicos consumidos pelas famílias brasileiras ficou até 61% mais caro nos últimos quatro anos. No mesmo período, a inflação oficial divulgada pelo governo ficou em 18%. O salário mínimo aumentou apenas 33,74% e o bolsa família foi reajustado cerca de 15% pelo Governo Federal, só em setembro de 2026, depois de quatro anos sem qualquer reajuste.

Principais altas

  • Café em pó (500g): Subiu de R$ 15,48 para R$ 24,86 (alta de 61%)
  • Desodorante spray: Subiu de R$ 7,32 para R$ 11,21 (alta de 53%)
  • Gasolina (1L): Subiu de R$ 4,93 para R$ 6,53 (alta de 32%)
  • Creme dental (90g): Subiu de R$ 4,05 para R$ 5,23 (alta de 29%)
  • Leite longa vida (1L): Subiu de R$ 4,61 para R$ 5,72 (alta de 24%)
  • Carne de primeira (1kg): Subiu de R$ 42,01 para R$ 50,49 (alta de 20%)

Calculada pelo IBGE, a inflação acumulada de dezembro de 2022 até o terceiro trimestre de 2026 gira na casa dos 18%. Esse índice mede uma média ponderada de despesas e engloba vários outros itens, além da alimentação, e a maioria desses itens não faz parte do consumo regular das famílias brasileiras.

Isso explica por que o índice oficial de inflação ficou muito abaixo da alta de alimentos como o café, que subiu 61%; da carne, que aumentou 20%; e até do leite, que ficou 24% mais caro.

No mesmo período, o salário mínimo teve um reajuste de 33,74%, saltando de R$ 1.212,00 (em 2022) para R$ 1.621,00 (em 2026).

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