
O Senado Federal aprovou o novo Plano Nacional de Educação, que define metas e diretrizes para a educação brasileira pelos próximos dez anos. O texto segue agora para sanção presidencial.
O PNE é a principal referência para políticas educacionais do país, orientando investimentos, programas e ações que envolvem desde a educação infantil até o ensino superior. A nova versão estabelece 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias que deverão ser monitoradas periodicamente.
Para a PhD em Educação, doutoranda em Neurociências pela Logos University International, fundadora da Nortus, destaque em desenvolvimento humano, doura Mirian Coden, o plano tem impacto direto não apenas no sistema educacional, mas também no desenvolvimento econômico e profissional.
“A estrutura básica da educação influencia diretamente o perfil de profissionais que teremos nas empresas. As decisões tomadas agora refletem na formação das próximas gerações e no desenvolvimento do país”, afirma.
Principais metas

Entre os objetivos previstos no plano estão a ampliação do acesso à educação e a redução das desigualdades. O texto estabelece, por exemplo:
– Ampliar o atendimento em creches para 60% das crianças de até três anos;
– Garantir a universalização da pré-escola para crianças de quatro e cinco anos;
– Ampliar o ensino em tempo integral para 65% das escolas;
– Alfabetizar 80% dos alunos até o fim do segundo ano do ensino fundamental;
– Reduzir desigualdades regionais e sociais na educação básica.
O plano também inclui metas relacionadas à educação ambiental e ao uso de tecnologias como suporte pedagógico.
Outro ponto relevante é a retomada da meta de investimento público. O novo PNE prevê aumento gradual do percentual do Produto Interno Bruto destinado à educação, com objetivo de chegar a 10% ao final da vigência do plano. Essa previsão influencia diretamente a implementação das metas e a ampliação de programas educacionais.
Mercado de trabalho
Especialistas destacam que a qualidade da educação básica impacta a formação profissional ao longo dos anos. Para Mirian Coden – idealizadora do projeto sem fins lucrativos Neoeducar, que atua com profissionais das escolas públicas – pessoas mais conscientes, com pensamento crítico estimulado desde a infância tendem a desenvolver habilidades emocionais, cognitivas e sociais, cruciais para a vida adulta e para o bom desempenho profissional.
Estas competências ainda não têm prioridade de desenvolvimento no plano nacional, em razão das necessidades básicas que ainda precisam ser atendidas no sistema de educação do Brasil, diante disto, é importante que possam existir iniciativas privadas, como o Neoeducar, que foca no aprimoramento de competências comportamentais fundamentais para professores, professoras, gestores e gestoras.
“A educação começa na infância, mas seus efeitos são percebidos ao longo de toda a vida adulta. Investir em formação e em políticas educacionais estruturadas é essencial para o desenvolvimento humano e econômico”, explica.
Com a aprovação no Senado Federal, o texto segue para sanção presidencial. Após essa etapa, estados e municípios deverão alinhar seus próprios planos educacionais às metas estabelecidas, o que deve orientar as políticas públicas da próxima década.


