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quarta-feira, abril 29, 2026

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O anticristo e a negação da própria civilização

Marcos Machado

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Durante séculos, acreditou-se que o anticristo seria uma figura de poder, um ditador, um homem com carisma diabólico capaz de enganar multidões. Hitler, Stalin, Napoleão, Fidel Castro, entre tantos outros tiranos que passaram por aqui, foram nomeados como tal.

O Novo Testamento, especialmente nas Cartas de João, fala de “muitos anticristos” que já agem no mundo, aqueles que negam o Pai e o Filho. Essa negação, no entanto, não é apenas teológica; é também cultural, moral e espiritual, profundamente ideológica.

O verdadeiro anticristo de nossa era talvez não esteja à frente de um exército, nem empunhe bandeiras revolucionárias. Ele está dentro de nós, nas ideias que alimentamos, nas crenças que aceitamos sem questionar. É a ideologia do relativismo, da negação de toda verdade, da destruição da família, da substituição da fé por uma religião do ego, da distorção da própria linguagem. O mal já não se impõe por coerção, mas por sedução.

A sociedade ocidental, antigamente sustentada por pilares morais e espirituais sólidos, sucumbe hoje ao culto da dúvida. Tudo é desconstruído: o bem, o belo, o verdadeiro. A fé se torna superstição, a virtude vira opressão, e o pecado é exaltado como autenticidade. Sob o pretexto de liberdade, a humanidade se entrega ao vazio, e chama isso de evolução.

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O cinema captou esse processo com precisão simbólica. Em V de Vingança (2005), Hugo Weaving encarna o misterioso “V”, que enfrenta um governo totalitário ao lado de Evey Hammond, vivida por Natalie Portman. Num dos diálogos mais lembrados, o personagem afirma: “Ideias são à prova de balas.” O mesmo vale para o mal: ele não precisa mais de corpos, apenas de mentes. Uma vez instalada, a ideia da negação de Deus, da verdade, da moral, se propaga como vírus.

Esse é o anticristo moderno: um conceito que destrói por dentro, que redefine o certo e o errado, que transforma virtudes em crimes e pecados em direitos. Ele não precisa de tirania, porque conquistou o coração dos que se julgam livres. É o império da confusão, da inversão de valores, da renúncia voluntária à própria alma.

Se antes o inimigo vinha de fora, hoje ele ocupa as instituições, as universidades, as leis e até as igrejas. Sim, principalmente as igrejas. Aquelas que deveriam zelar pelo cristianismo puro, sem modismos ideológicos, sem bandeiras identitárias e, especialmente, sem adesão aos movimentos vitimistas tão presentes nas conquistas de esquerda, ela que, fudamentalmente, nega a Cristo e a existência de Deus.

O mundo já não precisa ser invadido porque já está sendo corroído. O mais assustador é que poucos percebem. O anticristo interno não destrói muros; ele dissolve fundamentos. Não impõe silêncio; ele faz com que ninguém mais queira falar, reagir e agir.

*Jornalista profissional diplomado, editor do portal Do Plenário, escritor, psicanalista, cientista político ocasional autoproclamado, analista sensorial, enófilo, adesguiano, consultor de conjunturas e cidadão brasileiro protegido (ou não) pela Constituição Brasileira, observador crítico da linguagem e da liberdade

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