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quinta-feira, maio 14, 2026

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Inflação avança e corrói o dinheiro do trabalhador

O preço dos alimentos pressionou a inflação oficial de abril, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 0,67%. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,39%, longe da meta do governo, de 3%. No acumulado de um ano terminado em março, o patamar era de 4,14%.

Estes dados são os “oficiais”, aqueles informados pelo governo para “sua” inflação, não necessariamente que o cidadão brasileiro enfrenta no dia a dia, quando vai ao supermercado, por exemplo, e compra cada vez menos com mais.

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Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comportamento médio dos preços, segundo o IBGE, em abril:

  • Alimentação e bebidas: 1,34% (impacto de 0,29 p.p.)
  • Habitação: 0,63% (0,10 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,65% (0,02 p.p.)
  • Vestuário: 0,52% (0,02 p.p.)
  • Transportes: 0,06% (0,01 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16% (0,16 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,35% (0,04 p.p.)
  • Educação: 0,06% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,57% (0,03 p.p.)

O índice de difusão, que mostra o quanto a inflação está espalhada, foi de 65% (em março era 67%). O IBGE colhe o preço de 377 produtos e serviços, os chamados subitens.

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De todos os produtos pesquisados, a gasolina foi o que mais pressionou a inflação de abril:

  • Gasolina: 1,86% (0,10 p.p.)
  • Leite longa vida: 13,66% (0,09 p.p.)
  • Produtos farmacêuticos: 1,77% (0,06 p.p.)
  • Higiene pessoal: 1,57% (0,06 p.p.)
  • Gás de botijão: 3,74% (0,05 p.p.)
  • Carnes: 1,59% (0,04 p.p.)
  • Energia elétrica residencial: 0,72% (0,03 p.p.)
  • Cenoura: 26,63% (0,02 p.p.)
  • Cebola: 11,76% (0,02 p.p.)
  • Tomate: 6,13% (0,02 p.p.)

Alimentos

O analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, aponta que o grupo alimentos e bebidas representou 43% da inflação de abril.

O custo da alimentação no domicílio subiu 1,64%; e a alimentação fora, 0,59%. Gonçalves explica que o preço da comida subiu por causa da oferta de produtos e do frete.

Ele lembra que boa parte do escoamento da produção é feita por caminhões. “A alta do diesel impacta o preço do frete dos alimentos e chega ao consumidor final”, detalha.

Conta de luz

O grupo habitação subiu 0,63%, pressionado pelo gás de botijão (alta de 3,74% e impacto de 0,05 p.p.) e da conta de luz (+0,72% e 0,03 p.p.).

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos.

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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