O preço dos alimentos pressionou a inflação oficial de abril, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 0,67%. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,39%, longe da meta do governo, de 3%. No acumulado de um ano terminado em março, o patamar era de 4,14%.
Estes dados são os “oficiais”, aqueles informados pelo governo para “sua” inflação, não necessariamente que o cidadão brasileiro enfrenta no dia a dia, quando vai ao supermercado, por exemplo, e compra cada vez menos com mais.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Comportamento médio dos preços, segundo o IBGE, em abril:
- Alimentação e bebidas: 1,34% (impacto de 0,29 p.p.)
- Habitação: 0,63% (0,10 p.p.)
- Artigos de residência: 0,65% (0,02 p.p.)
- Vestuário: 0,52% (0,02 p.p.)
- Transportes: 0,06% (0,01 p.p.)
- Saúde e cuidados pessoais: 1,16% (0,16 p.p.)
- Despesas pessoais: 0,35% (0,04 p.p.)
- Educação: 0,06% (0,00 p.p.)
- Comunicação: 0,57% (0,03 p.p.)
O índice de difusão, que mostra o quanto a inflação está espalhada, foi de 65% (em março era 67%). O IBGE colhe o preço de 377 produtos e serviços, os chamados subitens.

De todos os produtos pesquisados, a gasolina foi o que mais pressionou a inflação de abril:
- Gasolina: 1,86% (0,10 p.p.)
- Leite longa vida: 13,66% (0,09 p.p.)
- Produtos farmacêuticos: 1,77% (0,06 p.p.)
- Higiene pessoal: 1,57% (0,06 p.p.)
- Gás de botijão: 3,74% (0,05 p.p.)
- Carnes: 1,59% (0,04 p.p.)
- Energia elétrica residencial: 0,72% (0,03 p.p.)
- Cenoura: 26,63% (0,02 p.p.)
- Cebola: 11,76% (0,02 p.p.)
- Tomate: 6,13% (0,02 p.p.)
Alimentos
O analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, aponta que o grupo alimentos e bebidas representou 43% da inflação de abril.
O custo da alimentação no domicílio subiu 1,64%; e a alimentação fora, 0,59%. Gonçalves explica que o preço da comida subiu por causa da oferta de produtos e do frete.
Ele lembra que boa parte do escoamento da produção é feita por caminhões. “A alta do diesel impacta o preço do frete dos alimentos e chega ao consumidor final”, detalha.
Conta de luz
O grupo habitação subiu 0,63%, pressionado pelo gás de botijão (alta de 3,74% e impacto de 0,05 p.p.) e da conta de luz (+0,72% e 0,03 p.p.).
O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos.
A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.



