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terça-feira, setembro 22, 2026

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FGV atesta retração econômica

A economia brasileira recuou 0,4% na passagem de junho para julho, segundo estimativa do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Julho foi o segundo mês seguido de variação negativa. Em junho, a retração ficou em 1%.

A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

A análise passa por ajuste sazonal, isto é, são eliminados os efeitos sazonais e de calendário, de forma que seja possível comparar períodos diferentes.

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, aponta que o resultado reflete “o enfraquecimento das três grandes atividades econômicas, com retração da agropecuária e estagnação da indústria e dos serviços”.

Ela classifica o cenário externo como “desafiador”. No cenário doméstico, Trece lista obstáculos como o os juros elevados e o endividamento das famílias.

De acordo com a FGV, em valores correntes, o PIB acumulado até julho é estimado em R$ 7,853 trilhões.

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) que indicou recuo de 0,2% em julho na comparação com junho.

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No dia 1º, o instituto divulgou que o PIB do segundo trimestre variou meio porcento em relação ao segundo trimestre. Em 12 meses, alta foi de 1,9%.

O resultado do terceiro trimestre será conhecido apenas em 2 de dezembro.

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