A economia brasileira entrou em processo de declínio e recuou 1,1% na passagem de maio para junho, advertiu uma das principais prévias da economia brasileira, o Monitor do PIB, produzido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O estudo mensal é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.
O dado oficial é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, aponta que o levantamento mostra o encolhimento da atividade economia.
Trece assinala que a desaceleração foi sentida nas três grandes atividades econômicas pesquisadas: agropecuária, indústria e serviços.
Entre os motivos que agravam o cenário macroeconômico ela cita elevação do preço do barril do petróleo, os juros em patamares elevados no Brasil, e o alto endividamento da população.
No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 14% ao ano.
O patamar alto de juro é uma ferramenta do BC para tentar frear a inflação.
O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que indicou recuou de 0,6% em junho na comparação com maio.
O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será apresentado pelo IBGE no dia 1º de setembro.


