João Pitella Júnior

O projeto de poder da extrema-esquerda é radical na sua própria essência:
– substituir a economia de mercado, estado natural da sociedade humana, pela submissão total das atividades econômicas ao Partido;
– eliminar a liberdade de expressão, natural e sagrada para os seres humanos, de forma a garantir que o Partido jamais seja contestado.
O projeto de poder da extrema-esquerda é o equivalente a anular a condição humana dos adversários do Partido. Afinal, a liberdade de pensar e de se expressar e a liberdade de exercer atividades econômicas são, justamente, os fatores que diferenciam os seres humanos dos não humanos.
Para executar o projeto de poder da extrema-esquerda, é indispensável desmoralizar, “cancelar”, processar e, se necessário (ou de preferência, talvez), matar quem se opuser ao Partido.
Assim, o Partido e seus aliados na burocracia estatal, nos sindicatos e no empresariado monopolista ficam livres para compor uma elite indestrutível. Eterna. Multibilionária.

Quem é a extrema-esquerda? É a esquerda profissional, que sabe o que está fazendo. É inteligentíssima e dá um banho de estratégia, planejamento de longo prazo e articulação internacional nos seus oponentes.
E quem é a esquerda idealista? É aquela que acredita ingenuamente no discurso usado pela extrema-esquerda, nas democracias, para acabar com a “democracia burguesa”. É aquela que se encanta pela defesa da justiça social e do combate às desigualdades – bandeiras imediatamente rasgadas assim que a extrema-esquerda assume o poder total.
A esquerda puramente idealista pode existir ou ter existido. Não é impossível, assim como não é impossível que a Terra tenha sido colonizada há milhões de anos por alienígenas de três cabeças originários de Ganimedes, satélite de Júpiter. Por que não? A liberdade de delirar também precisa ser defendida.


