
O alto endividamento e a inadimplência pressionam severamente as micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil. Dados recentes de 2025/2026 indicam que 43% das pequenas e médias empresas enfrentam risco de falência devido a dívidas acumuladas, altas taxas de juros e dificuldades no acesso ao crédito. As MPEs representam mais de 99% de todas as empresas registradas no Brasil.
Em 2025, o Brasil atingiu recordes de inadimplência empresarial, com mais de 8,9 milhões de empresas com dívidas vencidas, totalizando mais de R$ 200 bilhões. As micro e pequenas empresas são as mais afetadas por dependerem mais de capital de giro e bancos.
O número de empresas em recuperação judicial bateu recorde em 2025. Além disso, a taxa de falência após saírem de recuperação judicial também subiu drasticamente, chegando a 37% no terceiro trimestre de 2025.

Juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito e desafios na gestão financeira são os principais fatores que levam ao endividamento.
A combinação de juros altos e incertezas econômicas sugere um cenário desafiador para a sobrevivência de pequenas empresas em 2026.
Paradoxo
De acordo com dados oficiais, as micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil são responsáveis por cerca de 80% das vagas de emprego formal criadas nos últimos anos, destacando-se como o motor de contratação com carteira assinada, especialmente nos setores de serviços e comércio.
E a conta não bate: se estão falindo, como estão gerando empregos? Dados recentes do governo apontam que o desemprego está em queda.
A interpretação fica por conta do leitor.


