O Brasil atingiu o recorde histórico de nove milhões de CNPJs negativados, segundo levantamento do Indicador de Inadimplência das Empresas divulgado pela Serasa Experian no início de junho de 2026. O levantamento consolida o maior patamar da série iniciada em 2016. Esse volume recorde de inadimplência reflete um cenário desafiador para o empreendedorismo nacional, acumulando um montante de dívidas que ultrapassa a marca dos R$ 213 bilhões.
Mais de 90% dos CNPJs inadimplentes são compostos por Micro e Pequenas Empresas (MPEs). O setor de Serviços concentra 55,6% dos calotes, seguido pelo Comércio (32,4%) e pela Indústria (8,1%).
Cada empresa em situação irregular possui, em média, 7,1 contas negativadas, resultando em uma dívida média de R$ 24.665,91 por CNPJ.
Juros altos, acesso restrito ao crédito e margens de lucro comprimidas estão entre os fatores que mais sufocam o caixa dessas empresas.
A região Sudeste lidera isoladamente o volume de empresas inadimplentes no Brasil, impulsionada pelo seu peso econômico e maior densidade empresarial. De acordo com o levantamento de abril de 2026 divulgado pela Serasa Experian, o ranking das unidades federativas com a maior quantidade absoluta de CNPJs negativados é composto por:
- São Paulo (SP): 3.076.064 CNPJs negativados (concentra sozinho mais de um terço do recorde nacional).
- Minas Gerais (MG): 881.652 CNPJs negativados.
- Rio de Janeiro (RJ): 864.722 CNPJs negativados.
- Paraná (PR): 588.935 CNPJs negativados.
- Rio Grande do Sul (RS): 518.195 CNPJs negativados.
Embora o Sul e o Sudeste liderem em números absolutos, outras regiões também atingiram patamares críticos no mesmo período. O Nordeste ultrapassou a marca de 1,1 milhão de CNPJs no vermelho. O estado da Bahia lidera o ranking regional com 326.255 empresas com restrições, seguido por Pernambuco (212.110) e Ceará (190.849).
No Norte, o Pará se mantém historicamente como o estado com maior número de inadimplentes da região, acompanhado pelo Amazonas.


