O endividamento das famílias brasileiras voltou a crescer, atingindo o patamar recorde de 81,6% no mês de maio, o que representa o quinto mês consecutivo de alta. As famílias que recebem até três salários mínimos são as mais afetadas, registrando um aumento significativo na inadimplência (contas em atraso).
Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de dívida, presente em 84,6% dos lares endividados, pressionado pelos altos juros do rotativo.
O dado de 81,6% contabiliza quem tem dívidas (como parcelamentos e carnês). A parcela de famílias com contas efetivamente em atraso (inadimplentes) gira em torno de 29%.
A associação de inflação galopante, perda de poder aquisitivo, desemprego de pôr comida na mesa tende a elevar esse patamar ainda mais. O brasileiro já não compra mais bem duráveis, está financiando a comida.



