A bolsa caiu pelo terceiro pregão seguido nessa terça-feira (19) e fechou no menor nível desde janeiro, enquanto o dólar voltou a subir acima de R$ 5 em meio às incertezas políticas no Brasil.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão aos 174.279 pontos, com recuo de 1,52%. Com perdas próximas de 7% em maio, o indicador chegou a operar abaixo dos 174 mil pontos durante a sessão e se distanciou ainda mais da marca simbólica de 200 mil pontos, alcançada nas projeções mais otimistas do mercado em abril.

A queda foi puxada principalmente pelas ações do setor financeiro, que têm grande peso na composição do índice. Mineradoras também pressionaram a bolsa, por causa da desvalorização do minério de ferro no mercado internacional.
O mercado brasileiro também foi impactado pela saída de investidores estrangeiros da Bolsa. Dados da B3 mostram retirada líquida próxima de R$ 9,6 bilhões em maio até a metade do mês.
Investidores passaram a demonstrar maior cautela com o cenário político doméstico após novas pesquisas eleitorais.
Dólar sobe
A turbulência se repetiu no mercado de câmbio. O dólar comercial voltou a superar a marca de R$ 5 e fechou em alta de cerca de 0,84%, aos R$ 5,041. Por volta das 12h15, a cotação se aproximou de R$ 5,06.
A valorização da moeda americana ocorreu em meio ao fortalecimento global do dólar e ao aumento das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries.
Quando os juros americanos sobem, investidores tendem a retirar recursos de mercados considerados mais arriscados, como países emergentes, e direcionar o dinheiro para ativos mais seguros nos Estados Unidos. Isso pressiona moedas como o real. O cenário político brasileiro ampliou a pressão sobre o câmbio.


