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terça-feira, junho 16, 2026

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Inflação e juros sobem, de novo

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, aumentou de 5,11% para 5,3% este ano. A previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. E, pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%.

A inflação oficial não é necessariamente a que o cidadão enfrenta do no dia a dia, já que o cálculo engloba itens alheios ao consumo da maioria das famílias brasileiras e acabam aplacando o real impacto no aumento dos preços de produtos e serviços essenciais. Com os gastos descontrolados do governo, uma das maiores cargas tributárias do mundo, e a política econômica que sufoca o setor produtivo, a tendencia é o aumento da inflação e dos juros.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

As informações estão no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Reunião

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O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. A reunião do Copom ocorre nesta terça-feira (16) e quarta-feira (17).

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e dificultam a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

 

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