
Como nunca antes na história deste país, o custo da cesta básica aumentou significativamente em 2026 e atingiu recordes históricos nominais em diversas regiões. Conforme dados de abril, os preços subiram em todas as 27 capitais brasileiras.
São Paulo se mantém como a capital com a cesta básica mais cara do país, custando em média R$ 883,94. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com valor médio de R$ 867,97. Cuiabá atingiu seu maior valor histórico em abril de 2026, chegando a R$ 874,47. Aracaju registrou o menor custo médio entre as capitais, aproximadamente R$ 598,45.
A alta generalizada no início de 2026 foi impulsionada por itens essenciais como:
- Feijão: Teve alta em todas as cidades analisadas.
- Batata e Leite: Registram variações para cima, pressionando o orçamento familiar.
- Proteínas: A carne bovina de primeira também apresentou elevações em diversas capitais.
Para as famílias de baixa renda, o custo atual da cesta básica consome uma parcela crítica do salário mínimo, exigindo mais horas de trabalho para a aquisição dos mesmos produtos em comparação a anos anteriores.
Tempo de trabalho

Em março de 2026, o tempo médio de trabalho necessário para um brasileiro que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00 comprar a cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos.
Esse valor representa um aumento em relação a fevereiro, quando eram necessárias 93 horas e 53 minutos.
O esforço varia entre as cidades devido aos preços regionais:
- São Paulo: A jornada mais longa do país, exigindo 115 horas e 45 minutos.
- Rio de Janeiro: Ocupa a segunda posição, com 112 horas e 14 minutos.
- Florianópolis: Terceira colocada, com 108 horas e 14 minutos.
- Aracaju: A capital onde se trabalha menos tempo para o básico, exigindo 81 horas e 13 minutos.
Considerando o desconto oficial da Previdência Social, o comprometimento do salário mínimo líquido médio nas 27 capitais foi de 48,12% em março de 2026.
O trabalhador hoje gasta quase metade do seu mês apenas para garantir os alimentos essenciais da cesta.


