
A atividade econômica brasileira apresentou queda no mês de setembro, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) diminuiu 0,2% em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). No terceiro trimestre, de julho a setembro, a redução chegou a 0,9%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 15% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.
A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. O que causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e deveriam estimular a poupança, o que também não vem ocorrendo, segundo dados divulgados recentemente pelo próprio Banco Central. O volume de saques na poupança vem crescendo em desproporção ao volume de depósitos, comprovando que o brasileiro já não tem muito ou nada para poupar, priorizando o pagamento de contas e pôr comida na mesa.
Taxas de juros mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.

A inflação acumulada, o índice oficial do governo, não a percepção no carrinho do supermercado, em 12 meses é 4,68%. É a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta de inflação, de 3%.
A desaceleração da economia levou à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início deste mês. O colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano.
Em nota, o BC informou que se mantém incerteza em relação à economia. A autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo.


