
As vendas no comércio se mantiveram estagnadas na passagem de julho para agosto, após quatro meses seguidos de queda, marcando insignificantes 0,2% de crescimento. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de igualmente pífios 0,4%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE).
Apesar de o desempenho do setor ter ficado no terreno teoricamente positivo, o IBGE considera o movimento como “estabilidade”, por ser menor que meio por cento. Na prática, é a estagnação do setor em um patamar negativo. De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, “a novidade é que parou de cair” e não representa uma “virada de chave” em relação aos quatro meses anteriores.
Com o resultado, o setor fica 0,7% abaixo do ponto mais alto já registrado (março de 2025).

Em 12 meses, o comércio varejista soma crescimento de 2,2%. Apesar de positivo, o dado acumulado mostra tendência de desaceleração desde dezembro de 2024, quando chegou a marcar 4,1%.
Cristiano Santos explica que o desempenho do setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação foi influenciado positivamente pela desvalorização do dólar ante o real, que deixa produtos com componentes importados mais baratos no Brasil.
No segmento de calçados, as vendas receberam efeitos positivos do Dia dos Pais.
Santos especula ainda que, apesar dos juros altos, que encarecem o crédito, houve aumento no volume de empréstimos para pessoas físicas (+1,5% ante julho), o que favorece o consumo.


