Responsáveis por transformar o acesso à saúde no Brasil nas últimas décadas, os medicamentos genéricos chegam nessa data consolidando uma trajetória de crescimento e impacto econômico direto na vida da população. O Dia Nacional do Medicamento Genérico é comemorado em 20 de maio. A data, oficializada pela Lei n° 9.787 de 1999, celebra a introdução desses medicamentos no Brasil, destacando sua segurança, eficácia, qualidade e preços mais acessíveis (no mínimo 35% mais baratos) em relação aos medicamentos pioneiros.
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Um levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), com base em dados da IQVIA, mostra que o setor gerou uma economia estimada em R$ 14,6 bilhões somente no primeiro trimestre de 2026. A expectativa é que esse avanço continue acelerado nos próximos anos. As projeções da PróGenéricos indicam que a categoria deverá alcançar 45,12% de participação de mercado até 2030, com economia acumulada superior a R$ 630 bilhões para a população brasileira ao longo da década.
O relatório mostra ainda que os medicamentos genéricos encerraram 2025 com um marco histórico: mais de 2,36 bilhões de unidades comercializadas, crescimento de 8,33% em relação a 2024. O desempenho reforça a confiança da população na categoria e demonstra um avanço consistente em todas as regiões do país.
Os dados do primeiro trimestre de 2026 apontam a continuidade desse movimento de expansão, detalha Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos. “Somente entre janeiro e março deste ano, o mercado concentrou grande parte de suas vendas em medicamentos voltados ao tratamento de doenças crônicas e de alta prevalência na população brasileira, especialmente hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares”, afirmou.
Entre os princípios ativos mais comercializados no período estão a losartana potássica, com 49,7 milhões de unidades vendidas; a dipirona sódica, com 32,4 milhões; a hidroclorotiazida, com 20 milhões; a tadalafila, com 19,5 milhões; e a nimesulida, com 15,4 milhões de unidades comercializadas. Medicamentos como enalapril, sinvastatina, rosuvastatina, anlodipino e metformina também aparecem entre os líderes de vendas, evidenciando o protagonismo dos genéricos no tratamento de doenças crônicas.
Hoje, os genéricos representam cerca de 40% do mercado farmacêutico e contribuem diretamente para consolidar o Brasil como o 7º maior mercado farmacêutico do mundo. Além disso, aproximadamente 90% das doenças conhecidas já contam com opções terapêuticas por meio de medicamentos genéricos, fortalecendo o papel estratégico do segmento dentro do sistema de saúde brasileiro.
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Para Tiago, o crescimento do segmento está diretamente ligado ao amadurecimento regulatório do país, ao investimento contínuo da indústria e à ampliação do acesso à saúde em todo o País. “Os números mostram que os genéricos deixaram de ser apenas uma alternativa de preço para se consolidarem como um dos pilares da assistência farmacêutica no Brasil. Estamos falando de um setor que alia acesso, desenvolvimento industrial, inovação e impacto social direto na vida das pessoas”, afirma.
Segundo ele, o avanço do setor também reflete o esforço das empresas associadas na modernização da indústria farmacêutica instalada no País. “Os investimentos realizados pelas associadas da PróGenéricos em inovação, estrutura produtiva, qualificação profissional e sustentabilidade têm sido fundamentais para alavancar esse crescimento. Hoje, o setor acompanha a evolução tecnológica da indústria farmacêutica global e amplia sua capacidade de atender a demanda crescente da população brasileira”, destaca Tiago.
Crescimento do setor
Além da expansão do mercado, as indústrias associadas à PróGenéricos também vêm ampliando iniciativas voltadas à sustentabilidade, capacitação profissional, inovação e responsabilidade social. Atualmente, a associação reúne empresas do setor farmacêutico — entre elas Brainfarma, Cimed, Dr.Reddy’s, EMS, Eurofarma, Fresenius Kabi, Geolab, Hypera, Neo Química, Nova Química, Prati-Donaduzzi e Sandoz — e nove dos 20 maiores laboratórios farmacêuticos do país fazem parte da entidade.
Juntas, essas companhias somam mais de 30 plantas industriais no Brasil e mais de 50 mil colaboradores diretos. O setor também investe anualmente mais de R$ 2,26 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de milhões em ações sociais, projetos sociais e assistência humanitária. Somam mais de 393,4 mil horas investidas em treinamento e qualificação profissional, reforçando o compromisso da indústria de genéricos com desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e impacto social positivo no país.
Para a Associação, o Dia do Medicamento Genérico representa mais do que a celebração de uma política pública bem-sucedida. A data reforça a importância de um setor que transformou o acesso à saúde no Brasil, ampliou a competitividade da indústria farmacêutica e levou tratamento de qualidade para milhões de brasileiros. “Ao longo de quase três décadas, os genéricos se consolidaram como um dos principais instrumentos de democratização do acesso aos medicamentos no país, contribuindo para a sustentabilidade do sistema público de saúde e para o fortalecimento da economia brasileira”, finaliza Tiago de Moraes Vicente. Fonte: (IQVIA / PróGenéricos)
Sobre a PróGenéricos
Fundada em janeiro de 2001, a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) congrega os principais laboratórios que atuam na fabricação e na comercialização desses produtos no País. Sem fins econômicos, a organização canaliza as ações de suas associadas, promovendo e corroborando o debate público em torno de questões relevantes para o setor da saúde e para o desenvolvimento da indústria farmacêutica no Brasil.
Articulando-se com diversos setores da sociedade e com instituições públicas e privadas, a PróGenéricos canaliza as ações de suas associadas, promovendo e corroborando o debate público em torno de questões relevantes para o setor da saúde e para o desenvolvimento da indústria farmacêutica no País.