
O mercado de trabalho da indústria de transformação avança na desaceleração. Dados dos Indicadores Industriais, divulgados nesta segunda-feira (19), relativos a novembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o emprego industrial caiu pelo terceiro mês consecutivo.
Segundo a CNI, a perda de ritmo do emprego se intensificou a partir de setembro, refletindo os efeitos do aperto monetário e do enfraquecimento gradual da atividade industrial ao longo do segundo semestre.
De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o emprego começou a perder força com o aumento da taxa Selic, iniciado ainda no ano passado.
“Somente após meses de resultados mais fracos da atividade industrial, o emprego passou a ser afetado”, explica Azevedo, ressaltando que demissões e recontratações são custosas para a indústria, que depende de mão de obra qualificada.
Outros indicadores ligados ao mercado de trabalho seguem acumulando perdas no ano.

Massa salarial real:
Queda de 2,3% no acumulado do ano.
Rendimento médio real:
Recuo de 4% de janeiro a novembro.
A atividade industrial segue mostrando sinais de desaceleração no acumulado do ano.
Faturamento acumulado em 2025:
Alta de apenas 0,3%
Horas trabalhadas na produção:
Queda de 0,7% em novembro;
Utilização da Capacidade Instalada (UCI):
Recuo de 0,6 ponto percentual em novembro, para 77,5%;
2,4 pontos percentuais abaixo do nível de novembro de 2024.
Segundo a CNI, a redução gradual do crescimento do faturamento ao longo de 2025 reforça a expectativa de perda de ritmo da indústria, especialmente na segunda metade do ano, em um ambiente marcado por juros elevados e menor dinamismo da demanda.


