A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,84% para 4,89% este ano. A estimativa está no Boletim Focus de segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
A estimativa para 2024 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano.
Em novembro, puxada principalmente pelos gastos com alimentos, a inflação no país foi de 0,39%, após o IPCA ter registrado 0,56% em outubro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 12 meses a inflação acumula 4,87%.
Juros básicos
O Banco Central, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), definiu a taxa básica de juros, a Selic, em 12,25% ao ano.
A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia brasileiro, a desconfiança com o governo e a redução dos gastos públicos, fizeram o BC aumentar o ritmo de alta dos juros na última reunião do ano. O órgão informou que elevará a taxa Selic em um ponto percentual nas próximas duas reuniões, em janeiro e março, caso os cenários se confirmem.
Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica suba para 14% ao ano. A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,99 para o fim deste ano.