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sábado, abril 4, 2026

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Aéreas alertam para “consequências severas”

O reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV) anunciado na quarta-feira (1°) pela Petrobras deverá ter “consequências severas” na aviação civil, especialmente na abertura de rotas e ofertas de serviços. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa as principais companhias aéreas do país.

Segundo a entidade, com o reajuste, somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.

“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Abear.

A entidade explica que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional.

“Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”.

A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express.

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