19.5 C
Brasília
sábado, janeiro 3, 2026

ANUNCIE

É mentira! A inflação não caiu

Você sabia que 80% dos currículos enviados serão jogados automaticamente no lixo por causa de erros de Português? Você sabia que o QI do brasileiro está abaixo da média mundial? CLIQUE NO LIVRO E SAIBA MAIS

A narrativa de que “a inflação está caindo” ganhou força nos últimos dias, impulsionada por declarações oficiais reproduzidas por repetidores dessas versões na imprensa. O problema é que, na prática, os preços continuam subindo mês a mês. Não há queda da inflação real, há apenas uma revisão das projeções futuras, feita pelo mercado no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. Confundir uma coisa com a outra é transformar expectativa em fato consumado, criando um sentimento de otimismo que não encontra respaldo no bolso do consumidor.

Os dados oficiais do IBGE deixam isso claro. Em outubro de 2025, o IPCA, índice que mede a inflação oficial, subiu 0,09%, confirmando mais um mês de alta. No acumulado de 2025 até outubro, os preços já aumentaram 3,73%, e no acumulado em 12 meses a inflação atingiu 4,68%. Ou seja, a vida segue mais cara do que há um ano, e o aumento continua acontecendo de forma contínua. Lembrando que esses percentuais são os dados pelo governo, não necessariamente os encontrados pelo consumidor ao tentar pôr comida na mesa.

Ainda assim, parte do debate público passou a tratar como “queda da inflação” algo bem diferente: a redução das estimativas de inflação para os próximos meses feita pelos analistas consultados pelo Banco Central. É esse movimento técnico, captado pelo Boletim Focus, que vem sendo ‘confundido’, deliberadamente, com melhora imediata do cenário econômico. Na prática, a inflação projetada foi revista; a inflação real, aquela que pesa no mercado, no aluguel, nos serviços e nas tarifas, não caiu.

Você sabia que muitos relacionamentos terminam por causa de erros de Português. Eles tornam a pessoa menos atraente? CLIQUE NO LIVRO E SAIBA MAIS

Essa confusão entre expectativa e realidade produz um efeito perverso: o cidadão, ao ouvir que “a inflação cedeu”, passa a acreditar que seu custo de vida será aliviado, ainda que a conta de luz, o supermercado e o transporte continuem pressionados. A revisão das projeções é importante para economistas e investidores, mas não muda o fato de que os preços já subiram, e seguem subindo.

Por que os preços continuam altos?

Mesmo com algumas sutis melhoras em setores específicos, a inflação permanece elevada por vários fatores:

  • Tarifas e preços monitorados, como energia e combustíveis, que continuam com reajustes acima da média.
  • Serviços, que mantêm variações constantes, impulsionados por custos e demanda.
  • Efeito acumulado: mesmo aumentos mensais baixos se somam e corroem o poder de compra ao longo do ano.

O resultado é um cenário em que o custo de vida não recua, apenas avança de forma mais lenta em determinados períodos.

Otimismo artificial

Ao vender a queda das projeções como se fosse uma queda da inflação efetiva, cria-se uma percepção positiva artificial. Isso reduz a pressão por ajustes econômicos, afrouxa a vigilância pública sobre a política monetária e desinforma o cidadão comum. A narrativa oficial de que “a inflação recuou” atende mais ao desejo político de transmitir estabilidade do que à realidade expressa nos números.

A diferença entre inflação projetada e realizada é simples, mas fundamental: uma é aposta; a outra é o preço que se paga hoje.

Enquanto a inflação oficial acumulada, aquela divulgada pelo governo, seguir perto de 5%, não há alívio real para o consumidor, por mais que discursos tentem suavizar o cenário. Projeções podem melhorar; bolso do brasileiro, por enquanto, não.

relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique conectado

667FãsCurtir
756SeguidoresSeguir
338SeguidoresSeguir
- Publicidade -spot_img

Últimos artigos