
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Esta é a projeção oficial, da inflação que o governo divulga como verdadeira, não necessariamente a que o cidadão brasileiro enfrenta no dia a dia, na hora de pôr comida nos pratos dos filhos, ou abastecer o carro para ir trabalhar.
A previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém fora da meta que deve ser perseguida pelo BC, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, apesar das ”gorduras” aceitáveis de 1,5%.
Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%).
A inflação de março será divulgada na quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.


