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sábado, janeiro 3, 2026

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O Brasil é um país de alto risco para as mulheres

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O Brasil aparece novamente entre os países mais perigosos do mundo para mulheres que viajam sozinhas, segundo levantamentos internacionais que analisam violência sexual, taxas de homicídio feminino, sensação de insegurança e falta de estrutura de proteção.

Em rankings como o Women’s Danger Index, o país ocupa a segunda posição global, atrás apenas da África do Sul, expondo uma realidade conhecida por especialistas, mas frequentemente diluída no discurso político nacional.

A constatação reforça que, apesar de campanhas emotivas e discursos inflamados, o Brasil continua falhando em oferecer segurança básica às mulheres, sejam elas turistas ou moradoras.

O contraste mais evidente está entre a retórica oficial e o cotidiano das brasileiras. Nas últimas décadas, formou-se uma máquina institucional que se apresenta como defensora das mulheres, movida por slogans, conferências e campanhas periódicas. Em tese, seria uma força aplicada a transformar a realidade.

Na prática essa estrutura produz mais discursos do que resultados. Delegacias especializadas não funcionam em tempo integral, medidas protetivas são de difícil fiscalização, abrigos são poucos e mal distribuídos, e programas federais, embora anunciados com pompa, raramente têm metas claras ou avaliação de impacto. A proteção funciona mais como promessa do que como política pública.

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O feminismo institucional, especialmente aquele alinhado à esquerda governista, tornou-se parte desse problema. A militância que antes denunciava omissões e insuficiências agora oscila entre o silêncio e a relativização quando estudos internacionais expõem a situação do país. Atribuem falhas à metodologia dos levantamentos, argumentam que os dados “não refletem a realidade nacional” ou tentam deslocar o debate para temas identitários mais confortáveis.

A crítica contundente, tão presente em momentos políticos convenientes, perde força quando se trata de cobrar ação concreta de quem está no poder.

A percepção internacional sobre o Brasil se deteriora. Para o mundo, o país combina atributos opostos: destino turístico exuberante e ao mesmo tempo inseguro para mulheres que viajam sozinhas. Para as brasileiras, o retrato é ainda mais duro, pois a insegurança não depende de viagem nem de contexto específico. Ela está no transporte público, nas ruas mal iluminadas, na falta de resposta rápida das autoridades e nas estruturas insuficientes de acolhimento e prevenção.

O estudo internacional que coloca o Brasil em posição tão vergonhosa deveria ser tratado como um alerta para reorganizar prioridades. Mas, ao invés disso, tende a ser absorvido por uma dinâmica política que privilegia declarações, lives, campanhas e gestos simbólicos. O que falta ao país não é narrativa: são delegacias 24 horas, monitoramento eficiente de medidas protetivas, ampliação de abrigos seguros, transporte público protegido, campanhas permanentes de educação e políticas avaliadas por dados reais, não por discursos.

O resultado é um cenário paradoxal: o país se apresenta como defensor das mulheres no plano discursivo, mas não consegue garantir a elas segurança mínima no plano concreto. A distância entre a fala e a ação se tornou tão grande que se transformou em política por si só. O Brasil aparece como um dos mais perigosos do mundo para mulheres solo porque continua sendo um dos mais negligentes na proteção efetiva. Nenhuma campanha publicitária, por mais bem elaborada que seja, consegue esconder essa realidade.

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