A inflação de maio medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou alta de 0,23%, foi puxada pelo setor de saúde e cuidados pessoais, com elevação de 1,20% nos planos de saúde, 1,13% nos itens de higiene pessoal, 3,56% nos perfumes e 0,89% nos produtos farmacêuticos.
De acordo com os dados divulgados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quarta-feira (7), o setor teve variação de 0,93%. Habitação subiu 0,67% e Despesas pessoais ficaram 0,64% pais caras no mês.
O grupo com o maior peso na inflação é Alimentação e Bebidas, que ficou 0,16% mais caro em maio. As maiores variações foram no preço do tomate, que subiu 6,65% no mês, após alta de 10,64% no período anterior.
Em 12 meses, o ovo de galinha acumula alta de 20,68%, o queijo está 12,90% mais caro e o leite longa vida subiu 10,55%. O lanche fora de casa está 11,87% mais caro do que há um ano. No mês, a alimentação fora de casa subiu 0,58%.
O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 3,94%, favorecido pelo registro de deflação em meses do ano passado. Deflação é a queda real de preços.
Entre as capitais analisadas pelo IBGE, Fortaleza registrou a maior variação do mês, com alta de 0,56% puxada pelos jogos de azar, que subiram 12,18%, e pela energia elétrica residencial, que ficou 3,71% mais cara no mês.
INPC
De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou de 0,36% em maio. O acumulado no ano está em 2,79% e em 12 meses chega a 3,74%.
O indicador mede a inflação para as famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos.
Nessa análise, os produtos alimentícios ficaram 0,16% mais caros em maio, depois de subir 0,61% em abril. Os produtos não alimentícios registraram alta de 0,43%.