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terça-feira, outubro 13, 2026

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Calote bate recorde

‘Devo, não nego, pagarei quando Deus permitir’, deve ter se tornado justificativa recorrente nos sistemas de cobrança do país, isto, porque a inadimplência no Brasil bateu novos recordes em 2026, impulsionada pelo cenário de juros elevados e pelo endividamento das famílias e empresas. O calote é generalizado, afetando desde o cidadão comum à grandes empresas. E a questão principal é que Deus não vota!

A taxa média de inadimplência nas operações de crédito do sistema financeiro nacional (bancos) chegou a 5,04% em agosto de 2026, o maior patamar da série histórica iniciada em março de 2011. É recorde!

Entre as famílias, a inadimplência no crédito subiu para 6% em agosto de 2026, também um recorde histórico. A taxa de inadimplência no crédito livre para pessoas físicas atingiu 7,8%.

Os registros  da Confederação Nacional de Dirigentes Logistas (CNDL) e SPC Brasil indicam que a inadimplência atingiu cerca de 44,8% da população adulta no país, ou seja, mais de 75 milhões de brasileiros, com o valor médio devido por cada consumidor negativado em torno de R$ 5.205,30.

O número de CNPJs negativados e o volume de dívidas corporativas também alcançaram marcas recordes, somando bilhões de reais em atraso e elevando os pedidos de recuperação judicial.

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