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sábado, janeiro 3, 2026

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Correios vão fechar agências e demitir 15 mil

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A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) divulgou, nesta segunda-feira (29), um plano abrangente de reestruturação financeira e operacional em resposta à grave crise que a estatal enfrenta. O presidente da empresa, Emmanoel Rondon, apresentou as diretrizes da estratégia durante coletiva de imprensa na sede da companhia, na capital federal.

Os Correios anunciaram o plano com objetivo de recuperar a sustentabilidade financeira da empresa, que acumula prejuízos expressivos e enfrenta sérios desafios de liquidez e competitividade no mercado postal e logístico.

O plano inclui medidas drásticas de ajuste e corte de custos, bem como ações para reforçar o caixa e modernizar as operações. Segundo Rondon, a estratégia foi concebida para interromper um ciclo negativo de desempenho e garantir que a estatal possa manter suas funções essenciais no território nacional.

A reestruturação prevê a redução do quadro de trabalhadores por meio de Programas de Demissão Voluntária (PDVs), com adesão estimada de até 15 mil empregados até 2027. A iniciativa visa gerar uma economia significativa em despesas com pessoal, que representam grande parte do orçamento da empresa.

Segundo a direção, os PDVs deverão ocorrer em fases, com opções oferecidas aos funcionários interessadas em se desligar de forma voluntária, recebendo pacotes de benefícios superiores ao mínimo garantido pela legislação trabalhista.

Fechamento

Outra medida central é o fechamento de aproximadamente mil agências próprias dos Correios em todo o país, cerca de 16 % das unidades atualmente operadas diretamente pela estatal. A direção afirma que o processo de desativação será planejado para não violar o princípio da universalização do serviço postal, ou seja, manter cobertura mínima mesmo com menos unidades físicas.

Essa iniciativa deve resultar em economia anual estimada em bilhões de reais, ajudando a reduzir o déficit estrutural da empresa.

Venda de ativos

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Para ganhar fôlego financeiro imediato, os Correios firmaram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um consórcio de bancos, com desembolso de R$ 10 bilhões ainda em dezembro de 2025 e mais R$ 2 bilhões previsto para janeiro de 2026. Esses recursos serão usados para recompor liquidez, quitar dívidas e normalizar o fluxo de caixa.

Apesar dessa captação, a estatal afirma que ainda precisará levantar cerca de R$ 8 bilhões adicionais até 2027 para viabilizar a execução completa do plano, o que pode envolver aporte direto da União ou novas operações de crédito.

O plano prevê a venda de imóveis não estratégicos e a realização de parcerias com o setor privado, medidas que, juntas, devem contribuir com receitas extras a médio prazo.

O presidente afirmou que o plano também inclui revisão de benefícios, como planos de saúde e previdência dos funcionários, e iniciativas para modernizar processos logísticos e tecnológicos. Essas mudanças, segundo a direção, são necessárias para reduzir custos fixos e tornar a empresa mais competitiva.

Situação atual

Os Correios enfrentam déficits financeiros contínuos e um quadro de liquidez deteriorado, agravado pela queda nas receitas tradicionais (como correspondências e cartas), aumento da concorrência no setor de encomendas e dificuldades de adaptação ao mercado moderno de logística.

Até os nove primeiros meses de 2025, a estatal acumulou um prejuízo na casa dos bilhões de reais, patrimônio líquido negativo e necessidade de financiamento emergencial para honrar compromissos e manter operações.

O presidente Emmanoel Rondon destacou que o plano é essencial para interromper a “espiral negativa” de resultados, restaurar a capacidade operacional e posicionar os Correios para uma sustentabilidade de longo prazo, ainda que isso implique em redução de pessoal, fechamento de agências e ajustes profundos na estrutura da empresa.

O plano apresentado representa a resposta mais ampla e radical já vista nos Correios para enfrentar a crise financeira que a estatal atravessa. As medidas combinam cortes de despesas, captação de recursos e mudanças estruturais, em uma tentativa de reverter anos de resultados negativos e preservar a continuidade dos serviços postais essenciais no Brasil.

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