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segunda-feira, junho 24, 2024

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Encontro de Carrinhos de Rolimã reúne gerações em Brasília

O 5º Encontro de Carrinhos de Rolimã reuniu dezenas de apaixonados pelas “rodas de aço”, no Parque Vivencial do Paranoá, região administrativa (bairro) de Brasília-DF, durante o feriado do Dia do Trabalhador, celebrado nessa quarta-feira (1º). O evento também marcou o início das ações de conscientização da campanha Maio Amarelo. A iniciativa visa chamar a atenção dos condutores e passageiros para a segurança no trânsito.

A rampa de descida foi inaugurada após representantes das forças de segurança vinculadas à Secretaria de Segurança Pública desfilarem com viaturas e carrinhos de rolimã temáticos de cada corporação. Segundo os organizadores do evento, a expectativa é que mais de 1,5 mil apaixonados pelo lazer passassem pelo local e participassem das atividades.

Gerações

Leandra Cordeiro levou os filhos ao evento: “Eu não tenho coragem de descer de jeito nenhum, mas o pai é pioneiro e ensinou a filha a gostar também. Eu só trago e incentivo”

O carrinho de rolimã tem suas origens na década de 1930 no Brasil, mais especificamente na região Sul do país, onde também é conhecido como carrinho de lomba. A diversão evoluiu de forma orgânica, com crianças improvisando carrinhos usando materiais simples, como tábuas de madeira, rolimãs (rodinhas de carrinho de brinquedo) e caixotes.

É conhecido por unir gerações pela tradição familiar. Pais que brincavam com carrinhos de rolimã quando eram crianças compartilham essa experiência com os filhos, criando um vínculo entre diferentes gerações.

Amanda Cordeiro, de 11 anos, faz parte dessa tradição na família. A estudante herdou do pai a paixão pela brincadeira. “Eu já vim no evento do ano passado e esse ano quis vir novamente. O que eu mais gosto é de descer a ladeira porque dá muita emoção. Quem fez meu carrinho foi meu pai, ele levou uns três dias para construir”, revelou a garotinha.

A mãe, Leandra Cordeiro, 44 anos, garantiu: “Eu não tenho coragem de descer de jeito nenhum. Não me arrisco. Mas o pai é pioneiro e ensinou a filha a gostar também. Eu só trago e incentivo”, brincou a comerciante.

“Já tem cinco anos que a gente anda de rolimã. É um hobby para nós”, diz o vigilante João Luiz Sousa, que criou o grupo Unidos do Rolimã de Planaltina

Conhecida como uma brincadeira das antigas, o carrinho de rolimã também estimula as memórias de infância. Para muitas pessoas, as lembranças da brincadeira são algumas das mais queridas. Com esse propósito, o vigilante João Luiz Sousa, 60 anos, instituiu o grupo Unidos do Rolimã de Planaltina.

“Somos 50 pessoas que integram o grupo. Já tem cinco anos que a gente anda de rolimã. É um hobby para nós. Com a pandemia, paramos com os encontros, mas agora eles já foram retomados e a gente marca de descer a ladeira pelo menos uma vez por mês. É um sucesso porque resgata um brinquedo antigo, que marcou a nossa infância”, defendeu João.

 Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

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