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quarta-feira, abril 24, 2024

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Cidades são grande problema ambiental, diz Salles

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o grande problema ambiental no Brasil está nos centros urbanos e é provocado pela falta de saneamento e caos no lixo. “Oitenta por cento da população brasileira vive nas cidades, não vive no campo, e vive com problema de falta de tratamento de esgoto gravíssimo. Os índices são alarmantes, são vergonhosos para falar a verdade”, lamentou.

Em entrevista ao programa Poder em Foco, que vai ao ar neste domingo (17), no SBT, logo após o programa Silvio Santos, o ministro disse que é preciso ter uma situação civilizada com o tema lixo, garantindo coleta seletiva e reciclagem. “Eu espero terminar meu mandato à frente do Ministério com esse problema do lixo resolvido”, projetou.

No momento em que o Congresso debate o Novo Marco Regulatório do Saneamento no Brasil (a proposta aguarda votação no plenário da Câmara), Salles ressaltou que os políticos, normalmente, não gostam de investir nessa área e defendeu a necessidade de quebrar a resistência à privatização no setor.

“Político, em geral, não gosta de investir em saneamento, porque custa caro, demora, não aparece e quem acaba inaugurando é o sucessor. E quem faz o lobby contra a participação do setor privado? Em geral, as autarquias estatais e municipais em que os servidores públicos não querem a concorrência. Há um corporativismo muito grande. Tem um grupo que, por questões ideológicas ou por interesses pessoais ou uma série de outras explicações, não deixa evoluir o saneamento no Brasil”, queixou-se.

Fim incerto

Na conversa com o jornalista Fernando Rodrigues, o ministro do Meio Ambiente também analisou o impacto da tragédia do vazamento de óleo no litoral do Nordeste e do Espírito Santos. Observou que, apesar de o volume de óleo nas praias ter diminuído, não há como saber se está acabando, já que não há informações sobre o volume de petróleo derramado.

“Nada pode garantir que essa redução seja algo permanente ou realmente uma tendência, em definitivo, de que está se exaurindo. Não se tem o volume exato de óleo que foi derramado no mar, portanto não é possível calcular quanto estaria ainda navegando aí nos mares”, constatou.

O ministro do Meio Ambiente agradeceu o trabalho dos voluntários, mas destacou que isso não denota ausência da ação do Governo Federal. “Nós temos reconhecido, louvado, agradecido desde o começo (a ação dos voluntários). Aliás, como em vários lugares do mundo onde existem catástrofes como essa, a sociedade se voluntaria. O governo está fazendo a parte dele, de maneira bastante abrangente, coordenada com todos os recursos. Não há limitação orçamentária nenhuma pra aquilo que precisa ser feito”, informou.

Ricardo Salles admitiu que a tragédia vai afetar o turismo da região, mas não da forma como foi noticiada. Ele disse que a cobertura da imprensa foi alarmista, no sentido de fazer parecer que todo o Nordeste estava sendo atingido ao mesmo tempo. O ministro relatou que a extensão litorânea do Maranhão até a parte norte do Espírito Santo tem mais de 2.300 Km de extensão, mas que foram atingidos pontos específicos em cerca de 300 praias e informou que mais de 10 mil pessoas dos governos federal, estaduais e municipais estão trabalhando para mitigar os danos.

Na entrevista, o ministro do Meio Ambiente fala das queimadas na Amazônia e revela que número de focos de incêndios, em outubro, foi o menor dos últimos 21 anos.  Ele aborda, ainda, o que chamou de “desmonte do Ibama” herdado de gestões anteriores e conversa sobre a suspensão de sua filiação no partido Novo e seus projetos políticos.

(Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

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